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2010-08-09

Itoigawa I



Este itoigawa está comigo desde Outubro de 2008. No início, em Novembro de 2008, o seu aspecto era este:


Depois da primeira intervenção:



Em Junho de 2009 o Rui Fernandes e eu pudémos contar com a ajuda do Mário Eusébio, que nos visitou na Madeira. O Mário deitou as mãos a este junípero e o resultado foi... muito bom.  :D A frente preferida do Mário:

A minha frente:




Entretanto todos os arames foram removidos, estavam a marcar, e transplantei para um vaso de bonsai. Cultivei-o em kiryu puro no ano anterior porque a árvore trazia alguma "papa de akadama" e não quis correr riscos. As raízes cresceram imenso e decidi continuar a cultivar com kiryu puro...












No início de Fevereiro de 2009 chegou um "carregamento" de arame de cobre chegou e eu deitei logo as mãos a este junípero. Havia qualquer coisa que me dizia que o ramo da esquerda não devia ser removido. Segui o instinto, mantive o ramo mas retirei o da direita. A árvore foi comprimida através de dois tensores. A altura actual é de 23cm  (antes era cerca de 28cm). O resultado foi este:


A tempestade de 20 de Fevereiro de 2010 forçou um restyling a este junípero. A planta levou com um enorme pedaço de betão em cima, talvez com 100kg, que caiu de uma altura de 5m directamente em cima do topo. Pensei que a árvore fosse morrer, mas não... perdeu "apenas" o topo e 3 ramos e puxou crescimento novo com grande vigor.

O estado actual é este, já depois de uma aramagem apenas para posicionar de forma grosseira os ramos, falta ainda aramagem de detalhe mas ainda é cedo demais para isso. Os ramos da direita precisam de ser baixados mais um pouco, acho eu.




Entretanto estive a pensar no problema da reconstrução do topo e hoje cheguei à conclusão de que era necessário recorrer a enxertos. Avancei com o enxerto do rebento mais vigoroso que a árvore tinha, crescia na extremidade do sashi-eda. Em breve publicarei fotos com a actualização.

Nunca tinha realizado nenhum enxerto com esta técnica, mas quando estive em Taisho-en vi muitos e pedi a Oyakata que me explicasse como eram feitos. Pus em prática o que aprendi (por acaso a técnica está muito bem documentada no livro Bonsai Masters' Series - Junipers) e agora é esperar. Se correr mal o plano B é enxertar por aproximação na próxima época um ramo que está próximo. Quis ganhar experiência com a técnica que nunca tinha experimentado.